domingo, 31 de agosto de 2014

No Rio de Janeiro, a Feira de São Cristóvão traz o sabor, o som e as cores do Nordeste

Para quem sai ou entra do Rio de Janeiro pelo elevado da Linha Vermelha, a Feira de São Cristóvão é passagem obrigatória. A enorme massa de concreto, em forma de uma elipse, é facilmente reconhecida, com dois chapéus de vaqueiro nordestino nas extremidades.

Tenho passado de carro dezenas de vezes ao lado do pavilhão e, sempre, um lembrete vibra na minha mente, tal um aviso de celular: “faz tempo que não piso neste pedacinho do Nordeste em terras cariocas, preciso voltar aí.”

O imenso pavilhão, inaugurado em 1962, passou por diferentes fases. Na sua primeira encarnação,possuía um teto refrigerado a água. A péssima manutenção e um temporal perverso fez com que o espaço perdesse a cobertura e o centro de exposições foi desativado. O estacionamento ao redor do pavilhão abrigava, por décadas, uma feira que vendia produtos nordestinos. Em 2003, os feirantes foram convidados a ingressar no espaço sem teto e o mercado informal virou atração.

Na entrada do pavilhão, uma estátua de bronze avisa que Luiz Gonzaga está por toda parte. O Rei do Baião dá nome ao local – Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas – e está presente na música, na literatura de cordel ou para atrair a atenção de qualquer visitante.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroO músico e compositor Luiz Gonzaga, originário do sertão pernambucano, é homenageado na entrada da Feira de São Cristóvão.

© Haroldo Castro | Rio de Janeiro
As lojas da feira estão espalhadas no interior do pavilhão, em pequenos quarteirões; os quatro eixos principais concentram o maior movimento.

O primeiro choque, ao entrar nesse pequeno campo da cultura nordestina, é o nível do áudio. Diversas lojas oferecem músicas sertanejas e todas competem para seduzir o ouvinte. O ambiente de alegria pode se transformar rapidamente em uma cacofonia geral, onde diferentes ritmos invadem os ouvidos pelos quatro pontos cardeais. Para quem oferece qualquer outro produto e precisa conversar e negociar com o freguês, a barulheira atrapalha. “Eu já me acostumei, mas alguns turistas estrangeiros, não acostumados com uma cultura mais ruidosa, acabam passando menos tempo na Feira por causa do som muito alto”, afirma João Luiz, um vendedor de colchas e redes.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroA música nordestina está omnipresente nos autofalantes, nos palcos, nos monitores de TV, nos instrumentos e nos artesanatos.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroUma banca de literatura de cordel oferece uma variedade de folhetos tradicionais, expostos e suspensos em cordas – origem do nome cordel.

A grande maioria dos produtos da Feira está destinada mesmo ao estômago. Como a cozinha nordestina usa produtos peculiares – carne de sol, inhame, farinha de mandioca, queijo coalho etc – é possível para o emigrante instalado no Rio encontrar os produtos que tanto lhe agrada.

Até mesmo para os cariocas, a Feira é a oportunidade para encontrar produtos de consumo diário a um preço inferior aos dos supermercados, como castanhas (tanto do pará como de caju) e queijo coalho.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroVestido a rigor, com chapéu de cangaceiro e facão na cintura, um empregado de um restaurante faz publicidade de seu cardápio tradicional.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroVendedor da Barraca Mandacaru (o mandacaru é a fruta de um cacto) oferece diferentes tipos de queijos coalho e de castanhas a granel.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroUma banca de especiarias oferece pimenta em garrafinha, óleo de dendê e uma coleção de temperos.

© Haroldo Castro | Rio de JaneiroUma menina brinca com balões coloridos em uma avenidas internas do pavilhão.

Embora esteja aberta de terças à quintas, a Feira de São Cristóvão ganha força mesmo durante o fim de semana. Oficialmente o espaço abre na sexta às 10 da manhã e só fecha às 21 horas do domingo. À noite, o espaço ganha novos ares. Para quem quiser dançar forró, a Feira é uma boa opção, do mais alegre ao mais brega! Você vai se sentir (quase) em qualquer capital do Nordeste.

HAROLDO CASTRO
 - ÉPOCA

sábado, 30 de agosto de 2014

Pesquisa Datafolha mostra Dilma e Marina empatadas com 34%; Aécio tem 15%

Na pesquisa anterior, divulgada dia 18, Dilma tinha 36% e Marina, 21%.
Na simulação de segundo turno, Marina atinge 50% e Dilma, 40%.

Pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial, divulgada nesta sexta-feira (29), indica uma situação de empate entre a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB. Cada uma aparece com 34% das intenções de voto. A seguir, vem o senador Aécio Neves (PSDB), com 15%. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no último dia 18, Dilma tinha 36%, Marina, 21% e Aécio, 20%.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a ex-senadora alcançou 50% contra 40% da presidente. Na pesquisa anterior, Marina tinha 47% e Dilma, 43%.
No levantamento desta sexta, Pastor Everaldo (PSC) obteve 2%. Os outros sete candidatos somados têm 1%. Segundo o levantamento, os que disseram votar branco ou nulo são 7%, mesmo percentual dos que não sabem em quem votar.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada (em que uma cartela com a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
Dilma Rousseff (PT): 34%
Marina Silva (PSB): 34%
Aécio Neves (PSDB): 15%
Pastor Everaldo (PSC): 2%
José Maria (PSTU): 0% *
Eduardo Jorge (PV): 0% *
Luciana Genro (PSOL): 0% *
Rui Costa Pimenta (PCO): 0% *
Eymael (PSDC): 0% *
Levy Fidelix (PRTB): 0% *
Mauro Iasi (PCB): 0% *
- Brancos/nulos/nenhum: 7%
- Não sabe: 7%
(*) Os candidatos indicados com 0% são os que não atingiram 1% das intenções de voto; somados, os sete têm 1%.
O Datafolha fez 2.874 entrevistas em 178 municípios nestas quinta (28) e sexta (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo" e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00438/2014.
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao entrevistado em quem ele pretende votar, sem apresentar a lista de candidatos), os resultados são os seguintes:
- Dilma Rousseff: 27%
- Marina Silva: 22%
- Aécio Neves: 10%
- Outras respostas: 3%
- Em branco/nulo/nenhum: 3%
- Não sabe: 32%

Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, o Datafolha avaliou os seguintes cenários:

- Marina Silva: 50%
- Dilma Rousseff: 40%
- Brancos/nulos/nenhum: 7%
- Não sabe: 3%

- Dilma Roussef: 48%
- Aécio Neves: 40%
- Brancos/nulos/nenhum: 9%
- Não sabe: 4%

O Datafolha não realizou simulação de segundo turno entre Marina e Aécio.
Rejeição
A presidente Dilma tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse item da pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de um nome.
- Dilma Roussef: 35%
- Pastor Everaldo: 23%
- Aécio Neves: 22%
- Zé Maria: 18%
- Eymael: 17%
- Levy Fidelix: 17%
- Rui Costa Pimenta: 16%
- Luciana Genro: 15%
- Marina Silva: 15%
- Eduardo Jorge: 14%
- Mauro Iasi: 14%
Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 35% dos entrevistados – no levantamento anterior, eram 38%. O índice se refere aos entrevistados que classificaram o governo como "ótimo" ou "bom".

Os que julgam o governo "ruim" ou "péssimo" eram 23% e agora são 26%, segundo o Datafolha. Para 39%, o governo é "regular" – 38% no levantamento anterior.
- Ótimo/bom: 35%
- Regular: 39%
- Ruim/péssimo: 26%
- Não sabe: 1%

A nota média atribuída pelos entrevistados ao governo foi 5,9 – na pesquisa anterior, foi 6,0.
Pesquisa Datafolha presidente 29.08.2014 (VALE ESTA) (Foto: Editoria de Arte / G1)

Lulu Santos cancela show no Rio por problemas de saúde

Lulu Santos está impossibilitado de fazer shows por problemas de saúde Foto: Divulgação
Lulu Santos cancelou o show que faria neste domingo, às 18h, no Olaria Atlético Clube, na Zona Norte do Rio. A justificativa é que o cantor não poderá ser apresentar por problemas de saúde. Segundo o comunicado, Lulu está com uma forte virose e com febre alta, deixando-o totalmente impossibilitado de realizar a apresentação.

O show do cantor foi remarcado para o domingo, no dia 7 de setembro. A empresa responsável pela apresentação informou que os ingressos adquiridos continuam valendo para a nova data.
Lulu Santos, além de cumprir sua agenda de shows pelo Brasil, já se prepara para voltar à bancada da terceira temporada do "The voice Brasil", que estreia em setembro na Globo. Ele estará novamente ao lado dos jurados Daniel, Claudia Leitte e Carlinhos Brown.
Extra/Globo

Catadora de antigo lixão de São Gonçalo-RJ vira modelo internacional

Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz Foto: Fabiano Rocha
Ricardo Rigel

 Sabe aquelas histórias de vida que poderiam facilmente se transformar num incrível roteiro de cinema? Daquelas para qualquer espectador se derreter de tanto chorar e ficar de queixo caído pela trama? Assim é a vida da gonçalense Sandra Passos, de 25 anos, modelo internacional, que já desfilou em passarelas importantes do mundo e tornou-se referência de beleza e estilo na China.
Antes de tudo isso acontecer, porém, a menina precisou encontrar seu jantar no lixo. A busca pelo sustento também era a procura por um teto: aos 10 anos, Sandra já havia morado em mais de oito lugares, incluindo o Lixão da Praia da Luz, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz Foto: Fabiano Rocha
Filha de uma garçonete e de um criador de porcos, a menina simples e de fala doce poderia ter absorvido negativamente o sofrimento que passou na infância, ao lado de 15 irmãos. Mas é com um belo sorriso no rosto que Sandra fala sobre tudo o viveu até conquistar uma posição de destaque no concorrido mundo da moda.
— Costumo dizer que minha vida tinha tudo para dar errado, mas eu consegui reescrever o meu destino. E posso afirmar com todas as letras que só cheguei onde estou hoje porque enfrentei grandes dificuldades, sem me fazer de vítima — ensina a modelo.
Sandra treina os passos de modelo
Sandra treina os passos de modelo Foto: Fabiano Rocha
A transformação começou aos 13 anos, quando Sandra participou de um concurso de beleza promovido por uma loja no Rodo Shopping, no Centro de São Gonçalo:
— Eu era uma garotinha muito magricela, mas a minha mãe sempre sonhou ter uma filha modelo. Como era a mais nova dos filhos, acabei sendo a escolhida para tentar esse caminho. Lembro que um dos jurados era Moisés Karam (descobridor de talentos na moda). Ele me deu nota zero como miss, mas dez como modelo. E prometeu para minha mãe que me transformaria em uma top.
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz Foto: Fabiano Rocha
E não é que as palavras de Moisés Karam se concretizaram? Depois de passar por alguns treinamentos, a jovem foi convidada para disputar um concurso de miss na China. E acabou virando a queridinha do mundo fashion oriental.
Mundo de fantasia
Moradora da cidade de Guanhzhou, Sandra conta que nem tudo foi um conto de fadas em sua aventura pela China. A caminho do outro lado do mundo, tinha sonhos e pouco mais de 20 dólares.
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz
Sandra Passos posa no antigo lixão da Praia da Luz Foto: Fabiano Rocha
— Quando viajei, minha mãe conseguiu esse dinheiro. Mas, assim que cheguei ao Galeão, lembrei que precisava comprar um despertador. O voo teve escala em São Paulo e, depois de um dia inteiro esperando, estava faminta. Comprei um misto quente e fiquei com menos dinheiro ainda... — conta ela, sem demostrar qualquer tipo de abalo: — Quando vi, estava indo para o outro lado do mundo com uma migalha. Tudo bem que tinha comida no hotel, mas foi um aperto. Depois de um dia inteiro de trabalho na rua, virei para o meu tradutor e perguntei: “Será que com esse dinheiro dá para comprar um biscoito? Porque é tudo o que tenho aqui”. E ele começou a chorar.
Nesta primeira experiência, a bela ficou um ano e meio no exterior. Depois, Sandra foi e voltou mais uma vez. Agora, é contratada de uma agência chinesa e prepara as malas para voltar.
— Aprendi a criar um mundo de fantasia e glamour quando estou na China. Lá eles nem imaginam a história que mora por trás do meu sorriso — diz Sandra: — Mas posso dizer que contei a parte boa, porque a ruim eu me recuso a lembrar que vivi.
Extra/Globo

Pesquisa Eleitoral de 29 de Agosto de 2014

(reprodução da Web)

Previsão de Walter Prado revela que Dilma será derrotada em 2014 e que Lula morrerá antes de 2015

Será que isso pode acontecer?

numerólogo bíblico, Walter Prado, prevê algo terrível para o PT nos próximos dois anos, que poderá acabar com a força do Partido assim como aconteceu com o PFL, Antigo DEM. Uma matéria publicada na página 10 do jornal Diário da Manhã da cidade de Goiânia com previsões que será um desastre para o partidos dos trabalhadores.

Walter Prado diz que os números bíblicos mostram que a presidenta Dilma Rousseff não vencerá as eleições de 2014. Ele fala que Dilma tem um desgaste muito grande e que as pesquisas que estão mostrando é pura maquiagem. Prado também diz que aparecerá um novo nome em breve que vencerá as eleições para presidente.

Para piorar o desastre que Walter Prado tem certeza que está decretado pelos números, é a Morte do maior líder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. O Ex-Presidente Lula. Walter Prado diz que Lula não chegará vivo a 2015. O famoso numerólogo bíblico garante isso, Lula morre em 2014. Walter prado falou em relação ao estado de Goiás, Sobre Marconi Perillo e de Junior Friboi. 
O numerólogo Walter Prado trabalha para grandes nomes da música e do meio empresarial. Ele diz que Lula está morrendo e que Dilma perderá as eleições em 2014.

Veja o print da matéria do Jornal Diário da Manhã!
klubedorafa

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quatro serviços que vão te proteger da espionagem

reprodução - web
Ninguém está livre da espionagem de dados digitais da NSA. Depois do escândalo revelado por Edward Snowden, ficou mais claro que a maioria das informações particulares que eu e você buscamos e trocamos pela rede pode estar sob vigilância a qualquer momento.

Além disso, por mais desesperador que isso pareça, seus dados e informações pessoais também podem estar sendo interceptados por outras pessoas. Trojans que roubam dados, por exemplo, e redes de Wi-Fi abertas oferecem perigos se você quer ter certeza de que seus dados estão seguros dentro do seu HD.

Se a paranoia já tomou conta desde que você soube que Obama lê seus e-mails (ou quase isso), esse glossário da internet alternativa pode te ajudar a encontrar alternativas para deixar sua navegação mais segura. Nessa lista, há opções seguras de redes sociais, de serviços de e-mail e de mensagens instantâneas, de programas que fazem ligações em VoIP - são ferramentas que podem te ajudar a livrar seus dados pessoais das garras da NSA e de qualquer outro interceptador.

Boa parte dos serviços na lista são protocolos que ajudam programadores a criar ferramentas mais seguras e livres, outros já estão em um estágio que podem ser compreendidos pelo usuário final, e alguns são serviços alternativos que já podem ser usados. Em todo caso, pode começar a planejar sua libertação:

Troque o Facebook pelo Diaspora*

Ok, a gente sabe que a melhor rede social é aquela em que seus amigos estão. Por outro lado, já está todo mundo de saco meio cheio do Facebook - e o escândalo de espionagem da NSA foi a gota d’água. Apesar de ser bem menor, o Diaspora* é antigo: foi criado em 2010 como uma alternativa de código-aberto e segura ao Facebook. Hoje, já conta com mais de 400 mil usuários. Para participar, é preciso escolher o seu ‘pod’ de preferência e se cadastrar. Os pods são como ‘galhos’ da Diaspora*, versões diferentes da rede social que se agrupam em torno de regiões geográficas para que os usuários se encontrem com mais facilidade. De acordo com o site, os pods servem para descentralizar os dados - a descentralização é um dos pilares do site, que tem como outras diretrizes a liberdade na criação de perfis e a proteção à sua privacidade: lá, garantem os criadores do código livre, seus dados não serão vendidos às corporações ou entregues ao governo.

Troque o Dropbox pelo Camlistore

O Camlistore é um serviço de armazenamento de dados totalmente open-source e que tem a privacidade dos usuários como um de seus pilares. Criado por funcionários do Google durante aqueles 20% do tempo na empresa que dedicam a projetos pessoais, o código do projeto já tem sua versão 0.2 publicada no site oficial. Segundo os criadores, a ideia é prover uma serviço de armazenamento capaz de fazer um backup seguro de todas as coisas que você tem publicadas na internet - suas fotos, seus textos, suas atualizações de status em redes sociais, por exemplo.

Troque um e-mail ou mensagem de texto sigilosa pelo 1ty.me

O 1ty.me gera links que se autodestroem depois do primeiro acesso. É simples: se você quiser enviar para alguém uma mensagem que não possa ser visualizada duas vezes por questões de segurança, como uma senha, por exemplo, basta colar no clipboard do 1ty.me, gerar o link e enviar ao destinatário. Depois de acessado uma vez só, o link é invalidado. É um snapchat para textos.

Troque o chat do Facebook ou do Google pelo RetroShare

O RetroShare é um software gratuito e de código-aberto que permite envio de mensagens e compartilhamento de arquivos com segurança, já que todos os dados são encriptados. O RetroShare oferece serviços de trocas de mensagens e de e-mails, de troca de arquivos, de autenticação de usuários e até uma rede social. E garante: com eles, seus dados estão seguros das grandes corporações.

revistagalileu-globo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

João Pessoa nasceu longe do mar por estratégia militar, diz especialista

Cidade de João Pessoa nasceu às margens do Rio Sanhauá (Foto: Juliana Brito/G1)
Cidade de João Pessoa nasceu às margens do Rio
Sanhauá (foto de: Juliana Brito/G1-PB)
 
Nascida às margens do Rio Sanhauá, há 428 anos, ainda com o nome de Nossa Senhora das Neves, a cidade de João Pessoa percorreu o caminho inverso de muitas cidades litorâneas do Brasil, que se constituíram e se desenvolveram da costa para o interior. Somente a partir dos anos 1940, com a segunda intervenção urbanística na Lagoa do Parque Solon de Lucena, a capital paraibana começou a crescer em direção ao mar.

Para o arquiteto e diretor técnico da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Umbelino Peregrino, a construção da cidade de João Pessoa a quase 10 km de distância da costa pode ser considerada “uma das estratégias de defesas mais perfeitas”, adotada pela Coroa portuguesa, após a conquista do território.

“A questão da defesa, eu acho que foi o motivo primeiro. Não foi por menos que, só depois da terceira tentativa que se conseguiu a invasão (pelos holandeses, no século XVII). Era um dos melhores sistemas de defesa da América Latina”, afirmou Peregrino, ressaltando que a maioria das cidades litorâneas teve seu núcleo de crescimento no litoral.

De acordo com o diretor técnico do Iphan na Paraíba, a partir do final do século XVII e início do século XVIII, com a expulsão dos holandeses, a Coroa portuguesa iniciou um processo de retomada do território. Toda a movimentação passou a se concentrar nas regiões conhecidas como ‘cidade alta’ (centro religioso, administrativo e financeiro, da elite) e ‘cidade baixa’ (núcleo comercial e mais popular).
Gilvan de Brito é autor de livro que conta histórias do Parque Solon de Lucena (Foto: Juliana Brito/G1)
Gilvan de Brito é autor de livro que conta histórias do
Parque Solon de Lucena (Foto: Juliana Brito/G1)
Os moradores passaram a frequentar a área do atual Centro da cidade com maior regularidade somente na primeira metade do século XX, após as duas mais importantes intervenções urbanísticas realizadas na região central de João Pessoa, em 1920 e em 1940.

O foco foi a urbanização da área alagadiça da então ‘Lagoa dos Irerês’, que virou o Parque Solon de Lucena, segundo informou o jornalista e pesquisador Gilvan de Brito. “Foi quando iniciou a expansão da cidade na direção leste (região litorânea), que se intensificou nos anos 1950 e 1960”, declarou.


Avenida Epitácio Pessoa
O ápice dessa expansão da capital em direção ao mar se deu a partir do calçamento da Avenida Epitácio Pessoa, em 1952, quando o acesso à praia de Tambaú foi facilitado. A via foi aberta em 1929, pelo presidente João Pessoa, sob a denominação de ‘Estrada de Tambau’.

Porém, a locomoção entre o Centro e a praia – que já abrigava uma vila de pescadores, a capela de Santo Antônio e um hospício – era feita pela Ferrovia Tambau, que ia da Cruz do Peixe (onde funciona a ‘Usina Cultural Energisa’) somente até o sítio Imbiribeira – hoje, o bairro Tambauzinho.
Avenida Epitácio Pessoa foi corredor usado no crescimento rumo à praia. (Foto: Mauricio Melo/G1-PB)Avenida Epitácio Pessoa foi corredor usado para
crescer rumo à praia. (Foto: Mauricio Melo/G1-PB)
As informações fazem parte do livro ‘Ruas de Tambaú’, de autoria de Deusdedit Leitão e foram fornecidas pelo pesquisador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), Joaquim Osterne Carneiro. Segundo a pesquisa realizada por Leitão, posteriormente, foi implantada uma linha de bondes movidos a gasolina, em substituição à antiga forma de transporte.

Ainda de acordo como o estudo, em seguida, ônibus passaram a fazer o transporte de passageiros, do Centro à praia de Tambaú, que já era frequentada por banhistas e veranistas. O processo de expansão da Avenida Epitácio Pessoa ocorreu a partir do surgimento dos bairros Santa Júlia, Torre, Expedicionários, Tambauzinho e Miramar, que se desenvolveram ao longo da via.

A pavimentação e posterior expansão da Avenida Epitácio Pessoa acompanharam uma onda de urbanização iniciada no final do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, que tomou conta do Brasil naquele período, visando à modernização e ‘higienização’ das cidades, de acordo as informações fornecidas pelo IGHP.

Segundo o jornalista e pesquisador Gilvan de Brito, autor do livro ‘Opus Diaboli: a Lagoa e outras tragédias’, a abertura de vias importantes para a ligação do Centro à região litorânea e a segunda intervenção urbanística realizada na Lagoa do Parque Solon de Lucena, em 1940, contribuíram significativamente para o deslocamento da cidade de João Pessoa em direção ao mar.
Orla de Tambaú era mão dupla (Foto: Acervo Arion Farias)
Nos anos 70, casas de pescadores e de veranistas
fizeram a ocupação da praia de Tambaú
(Foto: Acervo Arion Farias)
“Aquelas obras, da estrutura mesmo – porque ali era só uma lagoa e tinha muita lama ao redor –, foram um marco para o crescimento de João Pessoa na direção leste (onde está localizada a região litorânea da capital). A construção da Avenida Getúlio Vargas, nesse mesmo período, contribuiu para movimentar a região e para o crescimento em direção à orla”, declarou Gilvan de Brito.

O responsável pelo loteamento de grande parte da região de Tambaú foi o comerciante Antônio de Brito Lyra, conforme a publicação do pesquisador Deusdedit Leitão. Em 1971, foi inaugurado o Hotel Tambaú, primeiro hotel de luxo da capital, que preencheu uma lacuna existente na cidade.

Até então, as autoridades, artistas e atletas que visitavam João Pessoa ficavam acomodados na residência dos empresários Creusa e Adrião Pires, segundo conta o advogado Marcos Pires, filho mais velho do casal. A ‘mansão dos Pires’ foi construída na Avenida Epitácio Pessoa, em 1965 – em um período em que a elite local passou a deslocar do Centro para morar na principal via da cidade, localizada próximo à praia.

Hotel Tambaú, em João Pessoa (Foto: Felipe Gesteira/Secom-JP)
Hotel Tambaú, construído em 1971 marcou a total
ocupação do bairro (Foto: Felipe Gesteira/Secom-JP)
Atualmente, a praia de Tambaú é a mais frequentada por turistas e moradores de João Pessoa, sendo apontada como uma das mais valorizadas pelo setor imobiliário. O metro quadrado no bairro de Tambaú custa R$ 6 mil, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), com base na mais recente Pesquisa de Mercado do Setor de Lançamentos Imobiliários, divulgada em maio passado pelo consultor imobiliário Fábio Henriques.

Na região, estão concentrados a ‘Feirinha’, o Centro Turístico e o Mercado de Artesanato Paraibano, além de bares, restaurantes, lanchonetes e opções de lazer, tais como: ciclovia e espaços para a prática de esportes como vôlei de praia, futebol, skate e corrida. A orla de Tambaú também é o ponto de partida para passeios de barco até o banco de corais conhecido como ‘Picãozinho’, que fica a 15 minutos da costa.

Juliana Brito - G1/PB

Em 30 anos, NE é região com maior alta na expectativa de vida, diz IBGE

reprodução - web
A região Nordeste foi a que registrou o maior crescimento na taxa de expectativa de vida em 30 anos, com aumento de 12,95 anos. É o que mostram números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (2).

Em todas as regiões e estados do país, o IBGE constatou acréscimos na esperança de vida ao nascer. No Brasil, em 2010, a esperança de vida ao nascer no país era de 73 anos, 9 meses e 3 dias, revelando um acréscimo de 11 anos, 2 meses e 27 dias em comparação com 1980, quando o índice era de 62,52 anos.

De acordo com o levantamento, moradores da Região Sul registraram a maior taxa de expectativa de vida, podendo viver até 75,84 anos. Em seguida, vem o Sudeste, com 75,40 anos; na terceira posição está o Centro-Oeste, com 73,64 anos; o Nordeste ficou em quarto, com 71,20 anos e, na última posição, está o Norte, com 70,76 anos.

As informações fazem parte das Tábuas de Mortalidade, que usam dados do Censo de 2010, de estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde referentes a 2010. As tábuas, que são divulgadas todos os anos, foram recalculadas a partir de um recorte regional. Os dados de 2010 por estado foram divulgados pela primeira vez pelo instituto.

Estados
Santa Catarina foi o estado que apresentou a maior expectativa de vida tanto para mulheres quanto para homens. Enquanto elas alcançam 79,90 anos, eles podem chegar até 73,73 anos – a média de idade do estado é de 76,80 anos.

Na contramão está o Maranhão, com o menor índice de esperança de vida ao nascer, com 68,69 anos. As mulheres de Roraima são as que vivem menos, segundo o IBGE, com expectativa de vida de 72,81 anos. Já Alagoas é o estado onde os homens vivem menos, com expectativa de vida de 64,60 anos.

O estado que mais elevou sua expectativa de vida entre 1980 e 2010 foi o Rio Grande do Norte (média de 15,85 anos). A esperança de vida aumentou 14,65 anos para homens e 17,03 anos para as mulheres na unidade federativa.

Segundo o estudo, ao longo de três décadas a expectativa de vida no país aumentou, anualmente, cerca de 4 meses e 15 dias. As mulheres brasileiras alcançam idades mais avançadas que as dos homens. Enquanto elas vivem em média 77,38 anos, eles podem atingir 73,76 anos – uma diferença de 7,17 anos. Em 1980, essa diferença era de 6,07 anos, segundo o instituto.

Sobremortalidade masculina
O levantamento chama a atenção para a sobremortalidade masculina, resultado da maior exposição dos homens aos óbitos por causas externas, como homicídios ou acidentes de trânsito.

Segundo o IBGE, em 2010, a mortalidade masculina atingiu principalmente jovens do grupo de idade entre 20 e 24 anos. Houve um acréscimo de 115,6% na comparação com 1980, uma probabilidade que passou de 2 para 4,4 vezes nos últimos 30 anos. Ou seja, a chance de um homem de 20 anos não atingir os 25 anos em 2010 era 4,4 vezes maior do que a mesma probabilidade para a população feminina.

Todos os estados do Brasil tiveram alta na mortalidade masculina, no grupo de idade entre 20 e 24 anos, segundo o IBGE. O Nordeste registrou o maior índice, seguido do Sul do país.

O estado de Alagoas foi o que apresentou a maior taxa de mortalidade, aumento de 348,3% nas últimas três décadas. Bahia vem em seguida, com alta de 240% no período. O Acre foi o estado que deteve a menor alta, com acréscimo de 35% nas mortes.

G1-SP

Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

reprodução - web
Cerca de 4% da população adulta mundial sofre de transtorno bipolar e, segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), essa prevalência vale também para o Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas no país.

A doença, caracterizada por alterações de humor, com fases de depressão e euforia (mania), tem se tornado cada vez mais discutida – os primeiros casos do distúrbio foram descritos com outros nomes 460 anos a.C., pelo grego Hipócrates, considerado o "pai da medicina" –, mas o diagnóstico ainda é difícil e leva, em média, entre 8 e 13 anos para ser feito.

"As mudanças de humor podem ser bruscas, mas a duração de cada episódio, não. A depressão é geralmente igual ou superior a 15 dias (podendo chegar a 2 anos), a mania dura pelo menos uma semana e a hipomania (euforia leve) demora ao menos quatro dias. E tudo isso é intercalado com fases de normalidade", explica a presidente da ABTB, Ângela Scippa.

Além disso, o quadro – que em 60% dos casos se manifesta na adolescência, mas só é descoberto na idade adulta – inclui outros sintomas, como alterações de energia (agitação, pensamento e fala rápidos), sono (insônia ou necessidade de dormir pouco), apetite (bulimia), comportamento (dificuldade de concentração e memória, agressividade, compras compulsivas e hábitos de risco, como sexo sem proteção) e pensamento (delírios e alucinações). Já se a pessoa estiver deprimida, tende a sentir mais fadiga, lentidão, falta de energia e esperança, apresentar ideias negativas e culpa excessiva, e perder o prazer na vida.

Como, em geral, essas pessoas têm rotinas desregradas e a doença é detectada tardiamente, muitas vezes também há problemas cardiovasculares envolvidos, como colesterol e triglicérides, diabetes tipo 2, abuso de álcool e drogas (de 40% a 60% dos casos) e até suicídios (de 5% e 15% do total), aponta a presidente da ABTB.

Em 30% a 70% dos casos de bipolaridade, ainda há algum outro distúrbio psiquiátrico relacionado, como fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade e transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

"O problema não ocorre por falta de serotonina (hormônio do bem-estar), mas por uma desregulação dos mecanismos de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios) em diversas áreas do sistema nervoso central", afirma Ângela.

Segundo ela, a bipolaridade é a segunda causa de incapacidade para o trabalho entre as doenças mentais, atrás apenas da depressão – em terceiro, vem a esquizofrenia.

"No transtorno bipolar, o humor da pessoa está inadequado para aquele momento, para aquela condição", complementa o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Transtorno bipolar x criatividade
Muitos artistas já vieram a público falar que são bipolares. É o caso dos atores de Hollywood Catherine Zeta-Jones, Ben Stiller, Jim Carrey e Jean-Claude Van Damme, além da cantora americana Britney Spears.

"No Brasil, temos a cantora Rita Lee, a atriz Cássia Kiss, o ator Maurício Mattar, entre outros", enumera o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.

A doença já foi ligada a uma maior habilidade criativa e a um comportamento contestador, mas, de acordo com Silva, a capacidade de criação se perde nos picos de mania e depressão.

Para a psiquiatra Helena Maria Calil, professora livre docente do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há uma associação histórica entre transtorno bipolar e criatividade, em pintores (como Van Gogh), escultores e outros artistas.

"Os artistas ajudam a diminuir o preconceito, pois, quando alguém muito conhecido admite que tem o problema, outras pessoas que sofrem da doença e não buscam tratamento acabam se identificando", destaca Helena.

Genética, hormônios e infância
Segundo os psiquiatras, há componentes genéticos e ambientais envolvidos na manifestação do transtorno bipolar. E a hereditariedade da doença pode chegar a 70% em parentes de primeiro grau (quando a mãe, o pai ou irmãos têm o distúrbio).

As variações hormonais do ciclo menstrual e do pós-parto também podem interferir para desencadear crises nas mulheres, de acordo com os médicos. Mas não há diferenças de prevalência entre os sexos – o que existe é um maior diagnóstico entre o sexo feminino, possivelmente porque as mulheres cuidam mais da saúde que os homens. A detecção também é geralmente feita nos estados depressivos, pois os pacientes eufóricos tendem a achar que estão bem, felizes e não precisam de ajuda.

Além disso, fatores ambientais experimentados na infância, como maus tratos, negligência por parte dos pais, abuso sexual e até uma vida desorganizada, sem horários certos para comer ou dormir, podem favorecer a bipolaridade ou novas crises, segundo os psiquiatras.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, com base no histórico do paciente, pois ainda não há exames de imagem ou laboratório para detectar a doença. E o tratamento deve ser contínuo, ou seja, para a vida toda. Normalmente são usados estabilizadores de humor, à base de lítio, anticonvulsivantes e/ou antipsicóticos.

"Não há como controlar a bipolaridade sem medicamentos, e eles devem ser usados sempre, não só nas crises", diz Silva.

Além disso, fazer acompanhamento terapêutico com um psicólogo pode aumentar as chances de melhora. Essa necessidade, porém, é avaliada caso a caso.

Os médicos recomendam, ainda, abstinência de cafeína, nicotina e álcool, e redução do açúcar da dieta. Remédios emagrecedores e outros estimulantes do sistema nervoso central devem ser abolidos.

"A adesão ao tratamento precisa ser muito bem trabalhada, com o paciente e a família. Eles devem ser esclarecidos e orientados, pois muitas vezes precisam mudar todo um estilo de vida", diz Silva.

Com os cuidados necessários, as pessoas com transtorno bipolar podem levar uma vida normal e bastante produtiva, ressaltam os médicos.

Luna D'Alama - G1/SP

sábado, 3 de agosto de 2013

Dilma estuda antecipar reforma ministerial - e acirra a briga no PT

INTRIGAS - A investida do ministro Mercadante contra o colega Guido Mantega irritou a presidente Dilma
INTRIGAS - A investida do ministro Mercadante contra o colega
Guido Mantega irritou a presidente Dilma
 (Andre Coelho/ Ag.
Globo e Didas Sampaio/Estadão Conteúdo)


Na edição passada, VEJA revelou uma iniciativa insólita do ministro da Educação, Aloizio Mercadante: o petista propôs ao vice-presidente da República, Michel Temer, que convencesse a presidente Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A natureza da conversa causou espanto. Primeiro, porque não é comum um ministro recorrer ao vice-presidente para tramar a queda de um colega - menos ainda quando esse colega comanda uma área sensível como a econômica. Segundo, porque Dilma resiste desde o início de seu mandato a exonerar Mantega, blindando-o das críticas recorrentes de parlamentares aliados, empresários e sindicalistas. Protagonista de uma conspiração clássica, Mercadante provocou um imenso mal-estar no governo. O ministro confirmou a reunião com Temer, mas se apressou em negar que esteja trabalhando pela demissão do companheiro. Já Mantega disse, protocolarmente, não acreditar que estivesse na mira de Mercadante, seu amigo há mais de trinta anos. E Dilma fez saber que não gostou nem um pouco da intriga e se mostrou insatisfeita com o movimento de Mercadante, ironicamente um dos auxiliares que ela mais tem ouvido.

Conhecida a conspirata, restou a dúvida sobre a razão do empenho e da ousadia de Mercadante na queda de Mantega. A resposta é simples: diante da possibilidade de não ser nomeado para a Casa Civil, ele passou a trabalhar para assumir a Fazenda, mantendo aceso o bom e velho fogo amigo petista. Com os programas do governo emperrados, o desempenho pífio da economia e a base aliada conflagrada no Congresso, auxiliares da presidente defendem a realização imediata de uma reforma ministerial como forma de recomeçar o governo. Dilma resiste à pressão. Ela alega que reduzir o número de ministérios, por exemplo, não resultará nem mesmo em economia significativa de despesas. Com a sucessão de protestos nas ruas e a queda de popularidade pesquisa após pesquisa, a presidente, no entanto, encomendou à Casa Civil um esboço de reforma administrativa. A iniciativa, se posta em prática, pode resultar no corte de ministérios e em mudanças em seus comandos. Foi essa discussão que mexeu com os brios do ministro da Educação. Uma das ideias em estudo prevê o remanejamento dos ministros Paulo Bernardo e Miriam Belchior.

Robson Bonin e Rodrigo Rangel - Veja

Crédito para aeroportos cubanos: Aberração político-ideológica?

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Recentemente, o Governo Federal concedeu um crédito de US$ 176 milhões para Cuba, a fim de que modernizem seus aeroportos. Após a leitura de notícias como essas, é natural que certas dúvidas venham à tona: "Por que especificamente  para Cuba, e não para países que podem precisar mais?"; "Tal capital não poderia estar sendo aplicado para melhorias relevantes para a população brasileira?"; "É ligítimo e razoável prestar apoio a um governo ditatorial?", "Em que medida o interesse brasileiro foi afetado por uma ideologia partidária?", "Poderia ser um meio de favorecer a incursão de simpatizantes ideológicos, em detrimento da população?", "Em que medida tais agentes podem ser, também, políticos, tendo em vista que provêm de um Estado totalitário?", "Qual a situação dos aeroportos brasileiros?", "Quais são os projetos para melhorar nossa infraestrutura aérea?", entre outras.

Talvez esses investimentos sejam uma tentativa de estreitar os laços com Cuba: já somos o sexto maior parceiro comercial do país, além de sermos o principal fornecedor alimentício. Isso demonstra, mais uma vez, que o Governo prefere fazer acordos políticos em detrimento da melhoria das condições de vida da população, que sofre enormemente com a falta de investimento internos eficazes e eficientes. Ainda pior, a conjunção das atividades de política externa pode revelar sub-reptícias intenções.

Uma premiação recente feita polo World airport awards, que mostra os 100 melhores aeroportos do mundo, aponta como melhor o aeroporto o de Changi, em Cingapura. O brasileiro mais qualificado foi o de Guarulhos, no entanto, como já era de se esperar, não estava na lista, não ficando nem ao menos entre os melhores da América do Sul - ficamos atrás dos aeroportos de Lima, Guayaquil e Santiago. Agora, a pergunta é a seguinte: como o Brasil, a sétima maior economia do mundo, com o PIB de US$ 2,42 trilhões e uma invulgar expressão internacional, não tem pelo menos um dentre os três melhores aeroportos da América do Sul - em comparação, por exemplo, com o Peru, que não movimenta mais do que US$ 325,4 bilhões (PIB) e possui o melhor?

Toda essa indagação foi feita, ainda, sem levar em conta que o Aeroporto de Guarulhos necessitou ser privatizado, ou seja, é provável que, se estivesse nas mãos do Estado, estaríamos em ainda piores condições e posições; portanto, se o de Guarulhos foi eleito o melhor do Brasil, seria razoável dar graças à iniciativa privada, ao menos pelo acréscimo qualitativo.

Casos como estes desvelam a dificuldade, por parte do poder público, de organizar e gerir os aeroportos, a qual é visível mesmo aos míopes e frequentemente noticiada pela mídia.

A chegada de grandes eventos no país nos próximos 3 anos demanda uma medida rápida pelo Governo Federal, que, vendo sua incapacidade em melhorar e construir infraestrutura adequada, comaça a transferir essa responsabilidade à iniciativa privada.

Percebe-se que, em certa medida, é a iniciativa privada notoriamente mais bem capacitada para realizar tais tarefas, disto decorrendo os esforços de privatização: Brasília, Campinas e Guarulhos; além da abertura de licitações para privatizar outros: Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte.

folhapolitica.org

O dia em que Joaquim Barbosa foi reprovado no Itamaraty. Saiba o que consta no relatório sobre o presidente do STF

reprodução - web
Em entrevista a Miriam Leitão, em O Globo, no dia 28, Joaquim Barbosa acusou o Itamaraty de ser “uma das instituições mais discriminatórias do Brasil”. Disse que depois de passar nas provas escritas para a carreira diplomática, foi barrado por racismo nas provas orais.
Ficou a dúvida: afinal, que provas orais eram essas?
No exame psicotécnico, feito no dia 7 julho de 1980, a questão da cor de fato aparece. No relatório, o avaliador relata que Barbosa “tem uma auto-imagem negativa, que pode parcialmente ter origem na sua condição de colored”. Mais: diz que suas atitudes eram agudas demais para alguém da carreira diplomática.
Barbosa enfrentou ainda uma banca em que cinco diplomatas deram notas inclusive para a sua aparência — descrita como “regular”. Alguns desses diplomatas são hoje embaixadores.
A propósito, desde meados dos anos 80 as provas do Itamaraty são apenas escritas. As provas orais começaram a ser feitas no final dos anos 70.
Tinham como objetivo detectar “subversivos”  (o Brasil estava sob uma ditadura, enfatize-se) e a condição sexual dos candidatos.
Ou seja, se eram homossexuais. “Qual é o nome de sua namorada?”, chegava a perguntar um dos psicólogos incumbidos do psicotécnico para, em seguida, mostrar ao candidato a ilustração de uma vagina e lhe perguntar o que via, de acordo com o relato de um diplomata que fez o teste em 1981.
As entrevistas também serviam, claro, a  idiossincrasias dos avaliadores. O próprio item “aparência”, no qual Barbosa, obteve um “regular”, é uma prova disso.
Lauro Jardim - Veja